NÓS E NOSSOS NÓS

Atualizado em 12 de agosto de 2019

(Figure-of-eight)

(a)

(b)

(c)

(c)

(d)

(e)

(f)

O OITO-DUPLO

O OITO DUPLO de encordamento - (a) Começa-se como se fosse um nó cego, só em que vez de entrar na alça direto, a ponta entra na alça por trás, formando a figura de um Oito. (b) A ponta será passada no bodriê (cadeirinha) e retornará para completar o nó. (c) Na volta ela persegue rigorosamente o caminho que percorreu antes, agora em sentido contrário, até a ponta sair na direção de onde a corda veio. (d) O nó está completo, mas é preciso ajustar e apertar. Todo nó de encordamento exige um aperto final firme. Não é o melhor nó, mas é bastante seguro. O saite recomenda.

 
O LAIS-DE-GUIA E O LAIS-DE-GUIA-DUPLO

(bowline, double bowline)

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

(f)

O LAIS-DE-GUIA (LG) de encordamento - (a) O tipo simples (LGS) é iniciado com uma alça simples no seio da corda. (b) A ponta entra por baixo da alça, sai por cima e dá a volta por trás da corda de saída. (c) Depois de dar a volta, ela entra de novo na alça, saindo por baixo, completando esse famoso nó, que todo alpinista deveria saber, pois pode salvá-lo numa emergência. Pode ser dado no escuro e com uma mão só, veja na Internet o vídeo. Nessa forma não deve ser usado para encordamento, pode se abrir ao longo do dia. (d) O LAIS-DE-GUIA-DUPLO (LGD) é bem mais seguro, mas precisa de arremate. O LGD é feito como o simples (d-e-f), mas com duas alças em vez de uma, sobrepostas. Todo nó de encordamento exige aperto firme. O saite recomenda o LGD com um arremate na ponta.

 
O LAIS-DE-GUIA-FECHADO

('Closed’ bowline)

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

(f)

O LAIS-DE-GUIA-FECHADO (LGF) de encordamento - Este nó não aparece na literatura, e surpreendentemente não foi encontrado na Internet ou em textos de nós a despeito de busca intensa. Surgiu de uma brincadeira durante a ETGM‑1983 do CEC, quando o Coordenador burilava o LAIS-DE-GUIA-DUPLO (a). Sem saber o que fazer com a ponta final (b), e achando trabalhoso o fechamento (V. LGD c/ PESCADOR), virou o nó de cabeça para baixo (c-f), e viu que a ponta poderia voltar para a alça de saída (d), ficando enforcada na alça (f), que bloqueia seu recuo. (e) O nó visto de ‘cima’. (f) O nó visto de ‘baixo’. Ele foi testado com quedas num negativo por diversas vezes, se mantendo sólido. Foi adotado pelo Coordenador e por um aluno daquela ETGM, que veio a se tornar ilustre. As vantagens são muitas: mais leve, menor, consome pouquíssima corda, resistente, não se abre, fácil de fazer e desfazer. Estranho não aparecer na Rede (se alguém souber da origem por favor nos avise). Enquanto não surge um precedente, chamá-lo-emo de LAIS-DE-GUIA-FECHADO (LGF), porque se arremata em si mesmo. Em (e), pronto para uso. É seguro, leve, difícil de errar, não precisa de arremate, já passou por quedas severas e tem um escalador de ponta - Alexandre Portela - como seu usuário ilustre. O saite recomenda.

 
O LAIS-DE-GUIA-DE-YOSEMITE

(Yosemite bowline)

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

(f)

O LAIS-DE-GUIA-DE-YOSEMITE (LGY) de encordamento - Este nó foi criado pelos americanos para dar segurança ao lais-de-guia, mas há controvérsias. Apesar de ser muito usado nos EUA, há vídeos na Internet (procure por yosemite bowline) mostrando que pode ser dado errado e se transformar em um nó de correr. Como fazer: após um LGS (b), a ponta dá a volta por trás da perna da alça (c), dá a volta por baixo (e) e volta a entrar na alça principal, seguindo a corda de saída. Embora com finalização parecida com o LAIS-DE-GUIA-FECHADO, não tem a segurança daquele, pois a segunda alça de base é ‘virtual’, ela se forma com a ponta de finalização, não é uma alça independente. É essa emulação de alça que o torna um nó de risco, i.e. precisa ser dado corretamente, e precisa ser apertado primeiro pela corda de saída e só depois pela ponta. Embora popular na California, o saite não recomenda.