ARTIGOS

Nesta seção são listados artigos científicos liberados para o uso com a condição de que os leitores respeitem os direitos autorais, não alterem o conteúdo e deem o devido crédito nas referências. Este saite incentiva os leitores a lerem os artigos, e enviarem seus comentários para o saite pela página de contato. Também incentivamos aos escaladores a submeterem textos para publicação*.

DESTAQUE

A Fórmula Geral da Força Máxima de Impacto

O artigo da Fórmula Especial introduziu o modelo de cálculo (ME1) da força máxima considerando apenas quedas livres. Uma evolução do ME1 é o Modelo Experimental 2 (ME2), que inclui a inclinação da via no cálculo da força máxima, mais um passo para o realismo. A maioria das vias aqui são positivas, e se as forças são menores, as ancoragens estão superestimadas. A redução da gravidade e o atrito em vias positivas, apesar de me-nos impactantes do que o atrito na costura e a segurança dinâmica do ME1, são relevan-tes, e seu conhecimento é crítico no momento em que precisamos tomar decisões. Os gráficos mostram quanto da força máxima se pode reduzir em cada situação. O estudo reforça a confiabilidade dos grampos-P e a estatística de zero acidentes severos em 108 anos com falha de grampo‑P no Brasil. Os dados mostram que os grampos‑P de 3/8” para lances de baixo impacto são garantia de sobra. Por exemplo, uma via como o UNICEC pode ser grampeada toda com grampos‑P de 3/8” com fator de segurança acima de três.

(Última atualização 16/fev/2020, 17:20)

Um novo formato da equação da força máxima de impacto (FMAX) no escalador e na última ancoragem (FGRA), o Modelo Experimental 1 (ME1) acrescenta fatores que tornam o cálculo mais realista e geram informação de valor para a segurança. Foram acrescentados o atrito corda-mosquetão (AUC) na última costura e a segurança dinâmica (SD), que descreve uma postura segura. Os achados mostram que FGRA, numa queda fator‑2, dos 18kN teóricos possíveis, não chega a 11kN (~1122kgf). Isso é importante para os escaladores, que têm agora uma noção real da resistência necessária das ancoragens. O número de acidentes fatais com falha do grampo‑P de 1/2” permanecem zerados desde sempre. A conclusão é que as evidências objetivas e os registros de acidentes mostram que os grampos‑P são seguros. E quando estão em mal estado, isso é visível para o escalador, diferentemente da chapeleta, que esconde o que está por trás do olhal.

Uma evolução do ME1 é o Modelo Experimental 2 (ME2), que inclui a inclinação da via no cálculo das forças máximas, dando mais um passo na direção da realidade. A maioria das nossas vias são positivas, e se as forças são menores, o custo da segurança diminui. A redução da aceleração gravitacional e o atrito gerado, apesar de não tão impactantes quanto o AUC e a SD do ME1, são relevantes, e seu conhecimento aumenta nossa capacidade de fazer escolhas no momento em que precisarmos tomar decisões. Os gráficos fornecem informação sobre quanto da força máxima se pode reduzir em cada situação. O estudo reforça os motivos de porque os acidentes fatais com falha de grampo‑P não existem. Os resultados reforçam o uso de grampos‑P de 3/8” para lances de baixo impacto. Por exemplo, uma via como o UNICEC poderia ser totalmente grampeada com grampos‑P de 3/8” e ainda estaria com ampla margem de segurança.

[no prelo] Será uma discussão sobre os nós adotados pelos escaladores brasileiros confrontando a percepção com a realidade dos testes e da experiência. O artigo verificará até que ponto a percepção dos escaladores tem sustentação técnico-científica ou advém apenas da axiomática repetição do que lhes foi ensinado e não questionado. O artigo incluirá os 10 nós mais utilizados em escalada em rocha no Rio de Janeiro, e uma visão fria e objetiva sobre as qualidades e defeitos dos mais populares. Descreverá os comprovadamente mais seguros para cada aplicação, se concentrando no encordamento, emenda, rapel, emergência, bloqueio e utilidade em montanha. Desfará alguns mitos, como o que versa sobre qual será o nó mais seguro, quando a definição de segurança abrange mais do que uma simples queda, e divulga alternativas aos nós mais tradicionais no país.

[no prelo] Um olhar crítico sobre o uso do Carbonato de Magnésio - CM (MgCO3), vulgo magnésio, na escalada em rocha revelará um lado negro do pó branco, e o desconhecimento da sua biofísica. O CM pode ser danoso, se o escalador desconhece seu mecanismo de operação. Há um forte aspecto psicológico, que nos permite enquadrar o magnésio, como uma droga, e o usuário como um adicto. O problema de todo vício é o bloqueio da capacidade de olhar a droga de forma objetiva. O seu uso repetitivo o torna mecânico, automático, desconectado de seu objetivo, e vídeos no YouTube de escaladores chafurdando a mão diversas vezes no saco de magnésio são prova de como se tornou para muitos um suporte psicológico. O problema é que seu uso indiscriminado não apenas polui de forma desagradável, mas faz suas mãos e seus pés escorregarem mais, em vez de menos.

[no prelo] O artigo terá um resumo histórico do fator de queda (Q) e qual a consequência do que estabelece. Analisará o significado para quem escala, e como o conhecimento pode ajudar nas tomadas de decisão durante uma escalada. Uma gestão de Q otimiza a segurança e garante um nível seguro de risco. Também será abordada a percepção de risco de um valor de Q alto face ao risco real. Uma análise probabilista mostrará quais são as chances reais se ter uma queda fator 2 numa escalada real, e assim se somar aos achados dos artigos 1 e 2 para explicar a razão de não termos até hoje nenhum acidente fatal devido a falhas de grampos‑P. Completa o artigo uma análise de sensibilidade da força máxima com o fator de queda, e um caso real de uso desse conhecimento para responder a uma pergunta vinda África sobre escaladores de alto peso (110kg), se devem adquirir cordas especiais.

[no prelo] Este artigo se restringirá ao campo técnico-científico. O grampo‑P é uma invenção nacional, como bem colocado por Hugo (2002), e este artigo trata das características, qualidades e defeitos do grampo‑P, e de como tem permanecido por cerca de 107 anos assegurando as quedas (op.cit.) de nossos escaladores com um registro zero de fatalidades. Conterá um pequeno resumo de grampos do passado, mas o foco estará no grampo de 1/2” de aço, com um olhal voltado para cima, soldado na haste principal. Serão abordados diferentes métodos de bater o grampo‑P, a justificativa da palheta de alumínio, o melhor ângulo de entrada na pedra e a eterna questão da corrosão. Conclui que, seguindo alguns passos simples, que incluem atender a um critério na compra e manter um método de bater o grampo, ele permanece como uma ancoragem criativa, segura e confiável para as paredes de zero a 90 graus de declividade.

[no prelo] Este artigo analisará o papel do atrito seco na escalada em rocha, qual sua influência na evolução da escalada e o quanto é importante seu conhecimento para o escalador. Buscará determinar quantitativamente sua influência nas forças máximas de impacto no escalador e na última ancoragem. A metodologia incluirá estudo da literatura, medições de campo em diversas situações para gerar parâmetros para uma modelagem semi-empírica, com no mínimo limites superiores e inferiores de sua interveniência no fenômeno. Técnicas para reduzir o atrito seco serão analisadas e propostas para contornar os problemas causados pelo atrito seco serão feitas. Espera-se concluir em que situações ele é importante, quais situações devem ser evitadas e/ou contornadas, e quais situações ele pode ser útil.

(*) O saite aceita propostas de artigos a serem postados. Os requisitos são formato, linguagem e metodologia científica. Os tipos de textos incluem artigos científicos per se, relatórios técnicos, descrições de fenômenos associados à escalada livre e resultados de testes de campo. Os artigos devem ter uma máximo de 8.000 palavras e estar no padrão do saite, seguindo a formatação do artigo no.1 desta seção. Os textos passarão por dois pareceristas, e ambos devem emitir parecer favorável para a publicação. O Artigo pode ser enviado para: contato@ceu-aberto.com

ENDEREÇOS INTERESSANTES RELACIONADOS:

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http://www.carioca.org.br/                 
Saite do Clube Excursionista Carioca, o único clube sediado na Zona Sul do Rio de Janeiro, e curiosamente o único que contém a palavra  "Clube" no nome. Com diversas informações sobre o ambiente de excursão e escalada em rocha. 

https://www.senado.gov.br/comissoes/ce/ap/AP20080604_Silverio_Filho.pdf                
Saite para baixar um documento da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada - CBME.

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